sexta-feira, 18 de setembro de 2015

25º Capitulo - só preciso que sejas verdadeiro

(Carolina)

Acordei cedo para tomar banho, arranjar-me e tomar o pequeno-almoço para depois ir ter com o lisboeta. Marcava 8h20 no relógio da cozinha quando peguei na minha carteira e saí de casa, passei pelo carro do Lisandro que estava direito e segui para o Colombo. Já estava sentada junto à fonte quando ele chegou
- Bom dia – disse ele a sorrir
- Bom dia, podes sentar – assim o fez
- Então Carol, o que se passa? – agarrou-me a mão mas eu tirei logo e ele olhou imediatamente para mim
- É verdade o que a Filipa me disse?
- O que é que ela te disse?
- Não sabes? Ou estás-te a fazer de burrinho?
- Não sei mesmo o que ela te foi dizer
- É verdade que vocês se envolveram? – olhou de esgueira antes de me responder
- Sim, eu e ela já fomos namorados mas eu tinha te dito
- Não estava a falar disso
- Então?
- Tenho que ser mesmo eu a dizer?
- Sim, não sei o que estás a falar – engoli a seco para não me passar e respirei fundo
- Quando eu estive em coma, não te diz nada – endireitou-se, olhou em frente e por alguns segundos ficamos em silêncio.
- Diz…
- És um mentiroso, Pedro! Eu acreditei em ti, acreditei no que dizias sentir por mim, confiei em ti e é assim que tu ages? Pensavas o quê? Que eu nunca iria descobrir? – olhei para ele que começou a chorar – olha que lágrimas de crocodilo não me comovem!
- Mas eu…
- Mas tu nada! Tudo o que disseres a partir de agora não me vou acreditar, não há cá falinhas mansas para ninguém! Acabou-se a Carolina otária, a Carolina ingénua, acabou! – levantei-me – a minha vontade era te mandar a essa fonte e afogar-te ai! – virei costas mas ele agarrou na minha mão
- Deixa-me falar, tenho direito a isso! - sentei-me
- Fala lá vá
- Carol, eu sei que não tinha o direito de te ter escondido isto, devia ter contado logo de início mas quando soube o teu estado achei melhor não dizer nada e tentar reconquistar-te – olhou para mim – apesar do que aconteceu eu amo-te e sempre te amei, aquilo foi num acto de desespero e além do mais eu estava bêbado naquela noite – voltou a olhar para mim - Eu só queria que tu acordasses, que tu reagisses mas nada disso acontecia e os dias, semanas iam passando, então para me distrair fui sair com os meus amigos e como sabes copo puxa copo - ri-me porque me lembrei que o Licha me dissera o mesmo – a Filipa estava connosco, deu-me um ombro amigo e aconteceu. Fiquei super arrependido e disse-lhe logo isso, que tinha sido um erro e que nunca mais voltaria a acontecer, que eu e ela só éramos amigos nada mais do que isso – fez uma pausa – tudo o que te disse que sentia por ti foi sempre sincero! Eu amo-te, sempre te amei e vou continuar a amar! Acredita nisso por favor! Podes ficar chateada comigo mas por favor não duvides daquilo que sinto por ti!
- Não consigo acreditar em nada neste momento, estou magoada, estou chateada, estou revoltada! Até podes estar a ser o mais sincero possível mas não consigo acreditar numa única palavra que saia da tua boca neste momento! Desculpa mas não dá! Preciso de tempo, tempo para pensar, tempo para colocar as ideias no lugar, tempo para conseguir digerir tudo com calma e racionalmente!
- Dou-te o tempo que quiseres
- Ainda bem
- Desculpa Carolina, desculpa a sério – agarrou-me as mãos – por favor desculpa-me!
- Não peças milagres, Pedro!
- Eu compreendo, pensa o tempo que quiseres eu estarei aqui à tua espera
- Obrigada por compreenderes mas agora se não te importas preciso ficar sozinha
- Sim claro - levantou-se e deixou-me ali.
Peguei no mp3 pois precisava de me abstrair de tudo e nada melhor que ouvir música, entretanto o meu telemóvel tocou

De: Lisandro
- Bom dia. Como estás? O meu carro ainda está inteiro?

Para: Lisandro
- Bons dias. Estou com sono e tu? Tenho a dizer que as jantes já se foram

De: Lisandro
- Tenho um pouco de dores de cabeça mas nada melhor que um café bem forte e um treino para ajudar a passar. Estás a brincar comigo?

- Ninguém te manda beber :p sim estou a brincar só queria ver a tua reacção
- Mas tive uma boa enfermeira a tomar conta de mim ;) que susto
- Tão querido logo pela manhã :) bem vou trabalhar, tem um bom treino e quando vieres buscar o carro avisa :p
- Sou querido a toda a hora :) obrigado e bom trabalho, aviso sim. Envio um beijinho grande

Antes de sair dali mandei uma mensagem a Magda

Para: Magda
- Na hora de almoço liga-me ;)

Guardei o telemóvel na carteira, dirigi-me para o meu local de trabalho, antes de entrar no shopping respirei fundo pois sabia que teria que ver a Filipa e o Pedro o dia todo e não queria nada. Mas trabalho é trabalho e os problemas pessoais têm que ficar lá fora e assim o fiz, fui trabalhar com um sorriso na cara como faço sempre. Passei a minha hora de almoço a falar com a minha amiga ao telemóvel , contei-lhe sobre o episódio com o Licha, em  que ela se riu bastante só de imaginar a figura dele bêbedo e também contei a conversa com o lisboeta. Ela disse que fiz muito bem em esclarecer as coisas com os dois pois só assim poderei seguir em frente com a minha vida.
- Carol, o André faria anos no próximo domingo podiamos fazer algo para celebrar isso
- Tens alguma ideia?
- Não pensei em nada em especial, mas podíamos fazer um picnic ou assim
- Picnic acho boa ideia mas cria conversa no facebook com a Olívia e Tomás para falarmos nisso
- Está bem vou fazer isso
- Então depois falamos até logo. Bom estudo
- Obrigada, só falta o de amanhã e depois estou livre
- Força Magda! Hasta – desliguei e voltei ao trabalho.
O resto do dia de trabalho foi sossegado e não tive que me cruzar nem falar com os outros dois, o que foi melhor para mim pois não sei como poderia reagir. No final do dia o Lisandro foi com o Nico buscar o carro e ainda deu tempo para trocar dois dedos de conversa

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(Magda)

Quarta-feira, o único dia em que posso dormir um pouco mais pois não tenho aulas, o meu telemóvel toca as 8h30, nem me dei ao trabalho de ver quem era
- Estou!? – disse eu literalmente a dormir
- Bom dia – dei um salto da cama, aquela voz despertou-me logo – ainda a dormir?
- Estaria senão houvesse alguém a ligar-me a estas horas, não é?
- Quanto tempo demoras a arranjar-te?
- Ah? O quê? Estás cá?
- Sim
- E não avisas?
- Surpresa, não gostaste?
- Gostei mas podias ter avisado. Trinta minutos é muito tempo?
- Não, é tempo de eu terminar o pequeno-almoço e chegar aí.
- Mas já estás no Porto?
- Sim mas vá depois falamos, vai-te arranjar. Beijo – desligou
Corri para a casa de banho para tomar um banho para começar a arranjar-me e depois comer alguma coisa e sair. O banho foi rápido, o pior foi o que vestir, não sabia onde íamos, se poderia levar uma coisa mais formal ou informal, o dilema de milhões de raparigas. Ao final de alguns minutos a olhar para o armário consegui escolher o que vestir e claro não poderia faltar o relógio vermelho que ele me dera. Já tinha passado os trinta minutos quando me sentei no sofá a comer um iogurte e como o Nico não tinha ligado, liguei a TV e milhões de perguntas surgiram: Como é que ele já está no Porto? Veio de madrugada? Será que veio ontem à noite e ficou num hotel? Onde iremos?O que será que vamos fazer? O telemóvel começou a tocar, era ele. Peguei na carteira e desci.
Quando cheguei cá embaixo, estava ele encostado à porta do carro e sorriu mal me viu. Se ele soubesse como aquele sorriso mexe comigo e me deixa tão feliz, quer dizer eu lá no fundo sei que ele sabe.
- Bom dia – disse eu aproximando-me dele
- Buenos dias - deu-me um beijo na bochecha e eu corei imediatamente – sempre tão envergonhada
- Não digas isso. Gosto dessa camisola – ele tinha vestido a camisola que lhe tinha dado no natal
- Fica-me bem?
- Claro que fica, fui eu que escolhi!
- Convencida! Esse relógio também te fica muito bem – sorrimos – vamos?
- Sim mas já agora onde vamos?
- A um lugar especial – entramos no carro e mal o ligou  o rádio começou a tocar a música Plakito do Yandel, comecei a cantar e ele acompanhou-me.
Descemos a circunvalação, eu sempre a tentar adivinhar onde íamos mas ele não se descoseu nem um bocadinho. Ele levou-me até ao parque da cidade.
- O que fazemos aqui?
- Agora de manhã vamos fazer uma caminhada, aproveitar que está sol e estarmos um pouco juntos depois de tarde vamos a outro sítio – saímos do carro depois de ele o estacionar
- Estou a ver que tens tudo planeado. Como conhecias isto?
- Tive ajuda divina - rimo-nos
- Porque é que acho que sei quem te ajudou?
- Porque a conheces muito bem - deu-me um beijo na bochecha, deu-me a mão e fomos assim pelo parque, onde ele aproveitou para me dizer que chegou cá ontem à noite e ficou no hotel em Gaia para não ter que acordar muito cedo e conseguir estar cá as 9h.
Algumas pessoas que passavam por nós, ficavam a olhar para ele, principalmente alguns rapazes, deviam reconhecê-lo do mundo do futebol. Houve mesmo um senhor que pediu para tirar foto com ele, disse que era benfiquista desde pequeno, adorava vê-lo jogar e que ficava feliz por vê-lo a passear por cá. Depois de começarmos numa ponta do parque, irmos até à praia e voltamos ao parque, sentamo-nos num dos jardins a conversar. Começamos a brincar um com o outro, a fazer cócegas um ao outro, até acabarmos por rebolar na relva, ele levantou-se e depois ajudou-me a levantar. Ficamos a olhar olhos nos olhos, sorrimos, ele aproximou-se para me dar um beijo mas afastei-o e disse:
- Só se me apanhares – comecei a correr e ele veio logo a seguir atrás de mim. Depois de muito correr, ele finalmente apanhou-me, agarrou-me pela cintura e virou-me para ele
- Agora não me escapas – colocou o meu cabelo atrás da orelha e deu-me um ligeiro beijo nos lábios. Eu sorri e abracei-o – como eu gosto destes abraços – sussurrou-me ao ouvido, eu olhei para ele e ele deu-me um beijo na testa.
- E como eu gosto de os dar – sorriu, voltamo-nos a sentar na relva mas desta vez sentei-me entre as pernas dele encostada junto ao peito dele enquanto me abraçava, ficamos assim a conversar durante algum tempo até a minha barriga fazer um barulho estranho
- Isso é tudo fome? - riu-se
- Parece que sim
- Então vamos lá almoçar – levantamo-nos e fomos almoçar a um restaurante em Matosinhos que a Carolina tinha aconselhado. Não o conhecia, era um local pequeno, bom ambiente, com pouco movimento e a comida era deliciosa. Ambos pedimos carne grelhada, com arroz e legumes.
Depois de almoçar foi a guerra por causa do pagamento, eu queria pagar a meias, ele queria ser ele a pagar, dizia que fazia parte da surpresa e venceu a dele mas avisei-o que o próximo jantar ou almoço eu é que pago. Na parte de tarde, ele levou-me ao Jardim do Passeio Alegre para jogarmos mini-golfe.
- Estou em desvantagem, nunca joguei isto na vida
- Eu também não sou nenhum profissional, só joguei três vezes
- Mais vezes que eu – primeiro explicou-me as regras.
Temos que colocar a bola no buraco com o número mínimo de tacadas, sendo seis o número máximo. Caso não tenha sucesso, recebo uma tacada de penalização e deslocamo-nos para a pista seguinte. O objectivo basicamente é minimizar o número de tacadas necessárias para a realização do circuito. No final do jogo o vencedor foi o Gaitán como era esperado mas a diferença de pontos foi só de três. Sentamo-nos junto ao rio, no muro, ele colocou o braço direito à minha volta e eu encostei a cabeça no ombro dele.
- Magda, tenho uma coisa para te dizer – olhei para ele
- Diz-me
- Sabes que eu gosto muito de ti, não sabes? – acenei que sim – ainda bem, é que eu quero muito que isto entre nós resulte. Quero deixar os medos e os receios de lado, quero pôr de parte todas as inseguranças e ultrapassar a dificuldade da distância – sorri ao ouvir aquilo – eu gostava muito que aceitasses
- Aceitasse o quê? – pegou na minha mão direita e entrelaçamos os dedos
- Magda… – continuei fixadamente a olhar para ele com os olhos a brilhar, estava a gostar de ouvir aquilo apesar dos meus receios – queres juntamente comigo fazer com que isto resulte? – desviei o olhar por breves segundos, fechei os olhos, respirei fundo e beijei-o. Esqueci tudo à volta, esqueci todos os meus medos, sabia que era aquilo que queria naquele momento, queria arriscar, queria estar junto dele, queria que isto resultasse. Foi um beijo tão apaixonado, tão intenso, nunca o tinha feito antes, foi um sentimento único, arrepiei-me toda! No fim olhei para ele
- Sim, quero fazer com que isto resulte contigo - abracei-o
- Gosto muito de ti, Magda! – disse-me ao ouvido
- E eu gosto muito de ti, Nico! - voltamos a olhar um para o outro e ele deu-me um ligeiro beijo nos lábios
- Tenho uma coisa para nós – tirou do bolso das calças, duas pulseiras vermelhas – tu escolhes onde colocas a minha e eu escolho a tua, pode ser?
- Claro que pode. Escolhe tu primeiro
- Dá-me a mão esquerda – Estiquei a mão e ele colocou-a – assim fica à vista de todos
- Que engraçadinho! Dá aí a tua mão esquerda
- Nos braços não pode ser por causa do futebol
- Ahhhh pois é. Então vou pôr no tornozelo esquerdo – ia a colocar mas lembrei-me que ele tem a tatuagem nessa perna – pensando bem, vou por antes na direita porque na esquerda já tens a tatuagem, então fica num sítio diferente, em que quando olhares te lembras de mim – depois de colocar ele levantou-se e esticou a mão, eu agarrei-a e levantei-me. Ele agarrou-me pela cintura, eu coloquei as minhas mãos à volta do pescoço dele
- Olha que não sou nada romântico, por isso não esperes aquele tipo de surpresas que vês nos filmes - ri-me
- És mesmo tono, só preciso que sejas verdadeiro
- Há quem goste, tá? – fez uma careta
- Coitada da pessoa em questão – ele olhou para mim com cara de poucos amigos – estou a brincar contigo, eu própria não sou muito romântica por isso estamos bem um para o outro - dei-lhe um beijo na bochecha e ele aproveitou para me dar outro beijo na boca, que voltou a ser muito intenso e de cortar a respiração – vamos dar um passeio
- Sim – olhou para as horas – não quero ser mau mas daqui a pouco temos que ir embora pois tenho que voltar a Lisboa
- Isso é que já não me agrada – colocou o braço esquerdo sobre os meus ombros e eu coloquei o meu braço à volta da cintura dele e seguimos assim até ao carro.
Antes de chegarmos lá vi a barraca de bolas de praia ambulante e como já tinha alguma fome, convenci-o a irmos lá buscar uma bola de Berlim e assim o fizemos. Peguei no meu telemóvel, tirei uma foto e postei no instagram.
“para celebrar #rumoaobesidade

- Rumo à obesidade? A sério Magda? Podias ser um pouco mais sentimental
- Já tem um coração, não chega? - fiz-lhe uma careta – mas o que interessa realmente é que nós entendemos o significado intrínseco da foto
- Tão querida - deu-me um beijo na testa – depois manda-me a foto para eu partilhar também
- Nem penses, não quero ter as tuas fãs atrás de mim e a chatear.
- Eu não te identifico, prometo
- Vou pensar até ires embora – entramos no carro.
Fomos o caminho todo até minha casa a ouvir música e a cantarolar. Quando lá chegámos ele estacionou o carro para podermos nos despedir em condições.
- Estás entregue
- OK... – olhei para ele enquanto tirava o cinto de segurança
- Estou a brincar contigo – tirou o cinto, virou-se para mim e agarrou-me as mãos – vou ter saudades tuas
- Não digas isso que se torna mais difícil - aproximei-me, dei-lhe um beijo e ele abraçou-me – estás me a roubar a deixa - riu-se
- Antes que vás embora, tenho uma última coisa para ti
- Não chega por hoje? – acenou que não, abriu o porta luvas e tirou um envelope
- É para ti – abri e eram dois bilhetes para o jogo de sábado – para levares a Carolina contigo
- Obrigada, já andava a pensar em ir ver o jogo mas estava difícil arranjar bilhetes
- Assim já podes ir
- Obrigada - abracei-o durante uns segundos, não o queria largar, não queria que ele fosse embora, não queria que este dia fantástico terminasse, mas por mais que custasse tinha que deixá-lo ir – toma conta de ti
- E tu de ti – pôs as mãos dele na minha cara e deu-me um beijo longo, senti cada ossinho do meu corpo arrepiar-se com tal coisa, foi tão bom!
- Gosto muito de ti - abracei-o, abri a porta do carro e antes de sair pedi-lhe o telemóvel para lhe passar a foto – faz boa viagem e avisa quando chegares - demos um último beijo, saí do carro, fechei a porta e ele arrancou. 
Mais tarde ele mandou-me mensagem

De: Nico
- Já estou em casa são e salvo :) o Lisandro janta cá e fica a dormir. Depois vê o que postei no insta :p beijinho enorme

Antes de lhe responder fui ao instagram ver o que ele tinha escrito: “para celebrar #IOweItAllToYou”

Para: Nico
- Ainda bem que correu tudo bem :) diz a esse menino para não abusar senão tem problemas comigo :p beijinho grande
PS: #I’veHadTheTimeOfMyLife

              Jantei, depois liguei à minha amiga a contar a novidade, que decidimos deixar os medos de lado e arriscar numa relação. Ela ficou muito feliz por nós, disse que até que enfim que nos entendemos, estava difícil mas aconteceu e também já tinha visto as nossas fotos no instagram. Contei-lhe também que o Osvaldo me dera dois bilhetes para o jogo de sábado contra o Nacional e por coincidência o Lisandro também lhe deu dois, ou seja, poderíamos levar mais duas pessoas connosco. Lembramo-nos do meu pai e do meu primo, só teria que falar com eles para ver se podiam ir senão falávamos com o Tomás e Olivia ou outros amigos que pudessem e quisessem ir. Quando terminei a chamada fui me deitar, custou um pouco adormecer pois lembrava-me de cada pormenor do dia e atomaticamente sorria, lá acabei por adormecer.

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