sábado, 18 de julho de 2015

21º Capitulo - “na melhor companhia ❤ ”

(Magda)

Fomos o caminho todo até casa caladas, estava à espera que a minha amiga falasse quando estivesse mais calma. Chegámos a casa, ela sentou-se no sofá enquanto fui tomar banho para não correr o risco de ficar doente depois daquele banho na piscina.
- Então já me vais contar o que se passou? disse eu quando saí do banho
- Não estou com cabeça para isso - levantou-se, olhou para mim – desculpa mas preciso de dormir
- Quando estiveres preparada já sabes
- Obrigada – vestiu o pijama, deitou-se e eu fiquei a ver um pouco de televisão até me dar o sono.
Nem nove horas eram quando acordei, a Carol continuava a dormir, levantei-me de fininho para não a acordar e fui à casa de banho. Quando saí estava a cantarolar a música “El Taxi” do Pitbull com o Osmani Garcia
- Yo la conocí en un taxi, en camino al club. Yo la conocí en un taxi, en camino al club. Me lo paro el taxi, Me lo paro el taxi…
- Alguém acordou feliz – disse a Carolina assustando-me
- Que susto! Podia estar mais feliz se alguém não tivesse interrompido, não é?
- Eiii, que facada diretamente no pâncreas! – fazendo o gesto de dor – então já há avanços nessa relação?
- Não, continuamos amigos
- Amigos que dão beijinhos?
- Nós não demos beijos
- Mas iam dar, não era?
- Talvez quem sabe. Já me vais contar o que se passou para termos que vir embora daquela maneira?
- Acho que sim. Mas senta-te que vais ficar chocada
- UI estou a ver que vem aí bomba - sentei-me
- Por favor, não contes isto a ninguém, nem ao Osvaldito
- Vou postar no facebook
- Não sejas parva - deu-me um pequeno estalo no braço e eu ri-me – sabes quando eu fui à casa da banho? – acenei que sim – então quando eu saí de lá, vinha no corredor e ouvi umas vozes familiares do quarto e decidi ir espreitar para ver quem era. Quando estava a chegar a porta ouvi “dá-me só um beijinho” e outra pessoa dizia “já te disse que aqui não “, fiquei ainda mais curiosa para saber quem era, até me passou pela cabeça que fosses tu mas não. Como a porta estava um pouco aberta foi fácil de espreitar – fez uma pausa – só de lembrar disto
- Fogo, quem é que lá estava? – perguntei eu super curiosa
- Não vais acreditar como eu ainda não acredito no que vi
- Diz de uma vez…
- Então olhei entre a porta que estava semi-aberta, vi o Lisandro agarrar a Magali pela cintura e ela com as mãos a volta do pescoço dele – olhei para ela boquiaberta – foi exatamente essa a minha reacção.
- Como é que é possível? Nunca pensei isso deles
- Achas que eu pensava isso deles? Foi uma grande desilusão principalmente da parte dele. O Salvio é amigo dele, abriu-lhe a porta de casa e recebeu-o de braços abertos e é este o agradecimento dele? Foi horrível o que vi. Ele que não me apareça à frente nos próximos tempos
- É mesmo mau da parte dos dois, tanto dele como dela. Será que isto dura a algum tempo?
- Nem quero pensar nisso. E o pior é fazerem aquilo na casa do Nico, com o Toto debaixo do mesmo tecto! Não têm respeito nenhum. Valem zero – começou a chorar
- Tem calma, amiga! – puxei-a para junto de mim e abracei-a – eu imagino o que deves estar a sentir, foi uma grande facada de uma pessoa que tu admiras imenso. Ele parecia ser boa pessoa mas depois disto deixa a desejar. Agora só tens que esquecer isto e continuar a apoiar o Salvio, ele sim é que merece o teu apoio incondicional.
- É o que vou fazer – disse ela aos soluços enquanto limpava a cara – mas como vou olhar para a cara do Salvio sabendo disto? Devo contar-lhe?
- Devias contar mas ele não iria acreditar em ti
- Eu sei, só me resta mesmo esquecer isto tudo e que aquele parvalhão existe
- É assim mesmo, pensamento positivo.
- Que raiva! A minha vontade na altura era entrar por aquele quarto, dar um estalo a cada um e sair porta fora!
- Eu ia gostar de ver isso para me rir um bocadinho - ri-me só de imaginar aquilo
- Ri-te ri-te que pode ser que o faça a próxima vez que os vir à frente
- Mas que eu esteja presente por favor
- Senão eu filmo e depois mando-te - rimo-nos, finalmente consegui um sorriso da minha amiga. Continuamos a conversar enquanto preparava algo para o nosso pequeno-almoço e a Carol dava de comer ao HappyMeal. Passado um pouco recebo uma mensagem

De: Nico
- Bom dia. Como passaste a noite? Almoçamos juntos? ** PS: muchas gracias por la maravillosa noche que me proporcionaste ;)

- O Nico convidou-me para almoçar, que faço? – disse eu para a Carol pois não a queria deixar sozinha
- Vai lá almoçar com ele e entendam-se de uma vez
- E ficas sozinha a pensar no que não deves? Nem penses. Vou convidá-lo para vir cá almoçar juntamente com o Guido que achas?
- Parece-me muito bem, só não sei o que tenho no frigorífico.
- Vamos ao continente num instante e resolvemos o problema – peguei no telemóvel e respondi

Para: Nico
- Buenos dias Nico, tuve una noche fantástica y dormí muy bien. Tengo una idea mejor, tú y tu hermano vienen almuerzar aquí en casa. Yo hago alguna cosa para el almuerzo (con la ayuda de Carolina) ** PS: ver tu sonrisa ya es suficiente (perdón, por mi pésimo español)

De: Nico
- Gosto muito da ideia, quero ver se sabes cozinhar jajaja ** o teu espanhol está bem melhor que nas primeiras vezes ;) PS: também gosto muito de te ver sorrir **

- Desafio aceite ;) tenho um bom professor, por isso, tinha que estar melhor :b

- Não é melhor encomendar pizzas? Jajaja o mérito é todo da aluna ;)
- Vais ter o melhor almoço da tua vida ;)
- Quero ver isso jajaja Envia-me a morada por favor.

Assim o fiz, eu e a Carol vestimo-nos e fomos ao supermercado comprar algo para o almoço. A nossa primeira idéia era fazer francesinhas, mas tinha medo que o molho ficasse mal e como queria ficar bem diante do Gaitán optei por fazer macarrão gratinado, uma receita simples e que eu adoro comer. Marcavam 12h50 no meu relógio quando tocaram a campainha, eram eles. A Carolina abriu a porta.
- Podem entrar – disse ela enquanto os cumprimentava – não é um casarão como a tua mas é o que se arranja por momentos
- Não te preocupes com isso – disse o Guido – é pequena mas acolhedora é o que interessa
- Certeza que não é preciso encomendar pizza? – perguntou o Nico quando se aproximava para me cumprimentar
- Não, não é preciso. Já te disse que vais adorar este manjar dos deuses - fiz-lhe uma careta
- Pelo menos cheira muito bem – comentou o Germán
- Obrigada Guido, estou a ver que tu é que és o irmão simpático – rimo-nos. Enquanto terminava tudo, a Carol apresentou-lhes o HappyMeal e eles adoraram-no. O Nico até pegou nele e esteve a fazer-lhe festinhas.
- Meninos, lavar as mãos e mesa
- Sim mamã
- Hoje estás abusar, Osvaldo Gaitán – foram lavar as mãos e sentaram-se à mesa. Começamos por comer as entradas, fiz umas bruschettas (pão, queijo, tomate)
- Pensei que tinham convidado o Lisandro para vir também – disse o Nico, olhei de imediato para a Carol que mudou a expressão facial
- Não falemos desse sujeito – respondeu ela. O Gaitán olhou desconfiado para mim e eu mudei logo de assunto
- Estão a gostar das entradas?
- Sim, está muito bom – respondeu o Guido
- Então vou buscar o próximo prato - levantei-me para ir buscar a travessa com o macarrão, servi-os e comemos.
Durante o almoço falamos sobre várias coisas: até quando o Germán iria ficar cá, que seria até quarta, sobre o acidente, os meus estudos, o Benfica como é óbvio, entre outros. Foi uma bela conversa. Também combinamos que depois de arrumarmos a cozinha iríamos dar uma volta para o Germán e eu conhecermos Lisboa.
- Vamos ao Cristo Rei? – perguntou o Guido enquanto eu e a minha amiga levávamos a louça
- Vamos a todos os sítios menos aí – disse logo a Carol enquanto me ri só de lembrar da história caricata dela nesse sítio
- Oh Carol, não sejas assim vamos lá e desta vez prometo que não cais - rimo-nos
- Olha que engraçadinha, vê se não te cai o dentinho da frente – atirou-me com água e eu retribui
- Vá lá meninas, acabem lá com isso que temos que aproveitar o pouco tempo que nos resta – disse o Gaitán, pois eu ao final do dia tinha que voltar para o Porto. Terminamos tudo e fomos no carro do Nico até ao Cristo Rei.
Quando lá chegámos tiramos muitas fotos, apreciamos a vista e aproveitei um resto do tempo com o Osvaldo enquanto que a minha amiga e o irmão dele andavam a explorar aquilo.
- Então estás a pensar ir para o estrangeiro? – perguntou ele a medo
- Sim, surgiu a oportunidade de ir de Erasmus e estou a estudar isso
- E já sabes para onde?
- Suécia ou República Checa
- Isso é longe… - desviou o olhar
- Sempre me podes ir lá fazer uma visita – voltou a olhar para mim, sorri e ele retribuiu
- Irei com todo o gosto - deu-me um pequeno beijo na bochecha que corei de imediato
- Mas ainda não é certo eu ir, provavelmente vais mais depressa tu embora de Portugal do que eu – só de me lembrar desta hipótese me deu um arrepio
- Estou bem no Benfica
- Não vais ficar eternamente cá, sei que precisas de evoluir na tua carreira apesar de eu querer que fiques até te reformares
- Não quero pensar muito nisso, estou bem no Benfica e quero ajudar a minha equipa enquanto poder, depois logo se vê
- E vamos ser campeões este ano?
- Claro que sim e vais lá estar para festejar comigo - piscou-me o olho
- Obrigada mas não sei se posso
- Porquê?
- Posso ter algum exame ou acampamento
- E vais me deixar festejar sozinho? – fez beicinho
- Assim não resisto a esse pedido
- É isso que eu quero, que aceites
- Logo se vê – olhei em volta, peguei no telemóvel e tirei foto aos bilhetes da nossa visita.              

“na melhor companhia ❤ 

Ele pegou no seu super samsung e disse
- Vamos tirar uma foto para postar no meu instagram?
- Estás maluco? Queres que as tuas fãs possessivas me ataquem? – ele riu-se
- Elas não te iriam fazer mal que eu não deixo - deu-me outro beijo na bochecha, levantou-se e pegou-me na mão que me fez levantar do banco – vamos tentar tirar uma foto artística – depois de várias tentativas falhadas decidiu só tirar uma ao Cristo

“gracias mi Dios por poner gente increíble en mi vida ❤ 

- Eu sou uma dessas pessoas? – perguntei envergonhada
- Claro que és – agarrou-me pela cintura sem eu contar – eu gostava que continuasses presente – deu-me um ligeiro beijo nos lábios, um beijo pequeno, simples, calmo mas cheio de significado. Afastei logo os nossos lábios, olhei-o nos olhos, sorri e encostei a minha testa na dele
- Nico Gaitán, o que foste tu fazer!?
- O que queria ter feito ontem – sorriu e eu abracei-o fortemente, desejava que aquele momento não terminasse, que se prolongasse por muito tempo, que o tempo parasse ali bem naquele segundo e que tudo o resto desaparecesse. Ele é tão especial que nem sei explicar o que sinto, só sei dizer que me faz bem, me faz feliz.
- Interrompemos alguma coisa? – perguntou a Carol
- Sempre tão pertinente menina Carolina – olhei para ela com um sorriso de orelha a orelha que aposto que ela percebera o que acabara de acontecer
- Guido, eu disse-te que devíamos ter continuado no café – olhei para o relógio
- Ainda bem que apareceram está na hora de irmos embora se é que queremos ir comer um pastel de Belém – fomos embora dali, sei que aquele lugar será sempre muito especial para mim e para ele também.
Fomos a Belém comer os pastéis, demos uma voltinha, depois os meninos deixaram-nos em casa. A despedida demorou um pouco, nenhum de nós queria ir embora, a Carol foi subindo e eu fiquei para dar um último adeus ao Nico
- Gostei muito de te conhecer, espero voltar a ver-te – disse eu ao Guido
- Também gostei muito de te conhecer, uma vez mais obrigado pelo convite e agora tens de ir tu lá à Argentina numa próxima
- Quem me dera ir, é um país que gostava de conhecer
- Zico, já sabes o que lhe oferecer – piscou o olho ao irmão e entrou no carro
- E nós vamos falando por mensagens e quando poder volto cá ou tu vais lá – disse eu dando-lhe um beijo na bochecha
- Espero que seja para breve – abraçou-me e mesmo antes de me largar sussurrou-me ao ouvido – I've had the time of my life – corei, deu-me um beijo na bochecha e entrou no carro.
Corri para casa da minha amiga para lhe contar as novidades, basicamente não lhe precisei dizer nada porque ela suspeitou logo mal viu o meu sorriso, ela disse que ficava muito feliz por mim e que agora tinha que me entender de vez com ele, ao qual respondi que isso teria muito tempo. Arrumei as últimas coisas, coloquei-as no carro
- Ficas bem sem mim? – perguntei eu
- Farei por isso - deu-me um abraço – obrigada por me aturares e faz boa viagem
- Eu depois cobro com juros – entrei no carro e fiz-me à estrada. Parei na primeira área de serviço que encontrei para colocar gasolina antes que ficasse pelo caminho e aproveitei para mandar uma mensagem ao Osvaldo

Para: Nico

- I've never felt this way before, yes i swear it's the truth and i owe it all to you :) thank you so much **



Caros leitores, peço desculpa se feri a vossa susceptibilidade mas isto é tudo ficção. Não se zanguem comigo ;)

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