segunda-feira, 13 de junho de 2016

40º Capitulo - o que estamos nós a celebrar?

(Magda)

Acordei com a Carol às sete e meia mas virei-me e voltei a dormir, como não tinha nada de especial para fazer decidi ficar na sostrice até às onze.
- Esqueci-me de lhe dizer que hoje temos jantar em casa do Nico, porra!! – exclamei - Ela vai-me matar! – levantei-me para ir comer alguma coisa
            Às 12h30 vou almoçar com ela por isso conto-lhe nesse momento. Ela nem se vai importar do meu esquecimento pois vai o Salvio, Magali, Valu, Maxi e a família. Aproveitei o tempo para arrumar as minhas coisas, dar um jeito à cama e casa. Estava a sair de casa quando recebo uma mensagem.

De: Nico
- Buenos dias chinita, como estás? **

Para: Nico
- Buenos dias, estoy bien y tu? Logo sempre há jantar, não há?

- Entrenamiento de hoy fue duro, pero estoy bien :) si, queres que vos vá buscar?

- O jogo está aproximar-se é normal que o mister exija mais de vocês! Depois como vimos embora? Não nos vens trazer

- Dormes aqui :)
- E a Carolina?
- Tenho quartos a mais, dorme com o Lisandro
- jajajaja ela amanhã trabalha, não sei se vai alinhar nisso
- Dorme aqui e amanhã cedo ele leva-a ao trabalho
- Eu vou almoçar com ela agora, vou ver o que ela diz e depois digo-te! O que vai ser o jantar?
- Está bien! No lo sé, pedi a Irene para escolher o que achar melhor
- Ela é que vai fazer tudo sozinha? Não é preciso ir de tarde ajudar?
- No, não tens que te preocupar com nada. Só precisas de te pôr bonita (já o és por isso não há muito a fazer) e apareceres para disfrutar de boa companhia ;)
- (emoji envergonhado) sempre tão querido <3
- Sólo para ti chinita <3
- Não exageres na lamechice jajajajaja hasta **

Guardei o telemóvel na carteira, entrei no Colombo e fui ter ao continente com a minha amiga que nesse momento estava a sair do balneário com o Pedro e a Filipa (nunca nos fomos apresentadas mas eu sabia quem ela era porque uma vez passamos por ela).
- Olá – disse eu
- Ei Magda, chegaste bem na hora – cumprimentamo-nos – este já conheces – apontando para o Pedro, cumprimentamo-nos – e esta é a Filipa, a futura mamã – cumprimentei-a
- Parabéns aos papás – sorri e eles retribuiram
- Muito obrigada – respondeu a Pipa – estou a ver que a Carol já te contou quem é o pai
- Havia algum problema? – perguntou a minha amiga
- Não, não. Não é segredo nenhum
- Ainda bem! Vamos comer? – acenamos todos que sim e lá fomos
            Cada um foi buscar a comida onde quis, conversamos durante o almoço, rimos e quando íamos a descer para eles irem trabalhar, puxei a Carol
- Olha logo não jantamos em casa
- Já soube disso
- Como sabes?
- Ontem o menino Lisandro ligou-me a avisar, a perguntar se queríamos boleia e eu disse que não pois estavas de carro
- Ah não sabia como não disseste nada
- Nunca mais me lembrei
- Nem eu
- Quem vai? Ele não me soube dizer
- Eu, tu, Nico, ele, Salvio e família mais o Maxi e família
- Ei tanta gente! e a Magali vai…
- E o que tem?
- Vai ser aquele constrangimento
. Falas com ela na boa e passa – pisquei o olho – olha outra coisa
- Diz-me
- Ficamos a dormir em casa do Osvaldo, ok? – sorri e olhou para mim com cara de poucos amigos
- Repete lá isso? Eu não devo ter ouvido bem – ela parou
- Se não queres então digo-lhe que vimos as duas embora – segui caminho
- Não é não querer, só não me vou sentir bem em casa dele a dormir sozinha num quarto e ainda para mais convosco no quarto ao lado a fazer sabe-se lá o que, não é?
- O Licha vai dormir contigo
- Assim já falamos a mesma língua – desatamos a rir – de manhã como venho trabalhar?
- Ele traz-te
- Certeza?
- Senão for ele, venho eu
- Está bem
- Então depois ligo ao Gaitán a avisar – tínhamos chegado perto dos balneários. O Pedro e a Filipa despediram-se de mim
- Vais para casa agora?
- Não, vou primeiro dar uma volta nas lojas, depois vou até ao estádio e casa
- Então podes fazer a minha mala? Juntas as minhas coisas às tuas
- Que lata
- Anda lá, não custa nada!
- O que precisas?
- Pijama, muda de roupa e roupa interior
- Ok
- Vou masé trabalhar antes que chegue tarde. Xau
- Xau
- Toma banho antes de eu chegar
- Está bem – gritei eu para ver se ela ouvia no balneário
            Saí dali e fui fazer o que tinha dito. Entrei em várias lojas para ver as roupas, fui ao estádio matar saudades, e finalmente voltei para casa para arranjar as coisas, tomar banho e vestir-me. Pelo meio  ainda avisei o Nico que dormíamos lá e voltei a perguntar se não era mesmo preciso ajuda com nada, como é óbvio  ele disse que não. A Carol chegou mais tarde que o previsto, só teve tempo de tomar um duche rápido, vestir-se e saímos. Às 19h30 tínhamos que estar em casa do Gaitán e estamos presas no maldito trânsito. Começo a ficar irritada com isto, reclamo com a mínima coisa, buzino a todos os estúpidos que me tentam ultrapassar e a minha amiga só sabe rir.
- Podes parar de rir?
- Desculpa mas está a ter bué piada
- Pára com esses bués lisboetas – o meu telemóvel começou a tocar – podes ver quem é, por favor? – ela foi a carteira
- É o teu fofo
- Atende e pergunta o que ele quer
- Estou?
- Onde andam? – perguntou o Nico
- Primeiro olá para ti também. Segundo sim, estou bem e tu? E terceiro a entrar na ponte
- Quando deixas de ser assim? Ainda?
- Quando aprenderes! Enviasses o helicóptero
- Ó palhaço não sabes dar os piscas?? – gritei
- O que se passa? – perguntou o argentino
- Mulher ao volante – respondeu a Carol e olhei para ela com olhar matador – olha para a estrada!
- Só faltam vocês
- 10 minutos e estamos aí
- Ok
- Kiss kiss – desligou
- O que ele queria?
- Saber onde andamos pois só faltamos nós
- Ele que espere!
- Ui que a coisa está mesmo feia – começou a tocar na rádio a Picky, ela aumentou o volume – espero que isto te acalme – comecei a cantarolar
            Em dez minutos chegamos a casa do Nico, estacionei à porta, junto ao carro do Licha, pegamos nas coisas e tocamos a campainha. O dono da casa veio abrir a porta na companhia dos gémeos. O Tomás abraçou-se logo a mim e o Tiago à Carolina.
- Tinha saudades tuas, tia Mada – disse o Tomás apertando o meu pescoço com força e esbocei logo um sorriso de orelha a orelha
- Também tive saudades tuas – dei-lhe um beijo na testa
- E minhas? – questionou o Tiago
- Também claro – abraçou-me e dei-lhe um beijinho
- Boa noite Sr. Nicolás Gaitán – disse a Carol
- Buenas noches, senhorita – cumprimentaram-se
- Isto não vai parar nunca, pois não? – olharam um para o outro e riram-se – bem me parecia – aproximei-me do Osvaldo para finalmente lhe dar um beijo
- Vamos meninos, que isto é demais para a vossa idade – disse a minha amiga, saindo dali com os gémeos.
            Demos um beijo, seguimos logo atrás da minha amiga. Quando chegamos à sala já estava a cumprimentar toda a gente. Estava com receio quando ela tivesse que falar com a Magali, como aquilo iria correr. Eu fui cumprimentando as outras pessoas mas sempre de olho nelas mas tudo correu dentro da normalidade.
- Estava a ver que nunca mais vinham – resmungou o Licha
- Isso era tudo saudades? – perguntou a Carol
- Fome
- Por isso é que estás gordo!
- Gordo? Eu? Onde?
- Aqui – deu-lhe um cachaço (estalo na cabeça), ele começou a fazer-lhe cócegas e rapidamente o Tiago, Tomás e Valu se juntaram à festa
- Crianças, param e vamos comer – disse o Nico
- Agora não, tio – repostou o reguila do Tiago
- Tomás e Tiago, lavar as mãos e mesa! – falou mais alto o Maxi
            Os gémeos lá foram, o Lisandro pegou no Valu e foi com os três lavar as mãos. A caminho da sala de jantar apanhei a Belém sozinha e fui falar com ela
- Queres sentar-te à minha beira?
- Não! – respondeu friamente e saiu
            Parei no corredor a tentar digerir o que se tinha passado
- O que se passa? – perguntou o Gaitán

- Nada, nada. Depois comento contigo. Vamos masé comer que a minha barriga está aqui a fazer barulhos – dei-lhe um beijo na bochecha e fomos para a mesa onde nos sentamos pela seguinte disposição.


            Começamo-nos a servir, fomos conversando durante o jantar, rimo-nos das parvoíces das crianças. Estava a ser um jantar bem agradável!
- Mas afinal o que estamos nós a celebrar com este jantar? – perguntou o Salvio
- O amor – respondeu o Nico olhando para mim e esbocei logo um sorriso
- Então vou já embora – disse a Carol, levantando-se
- Não, tia! Ainda falta a sobremesa – repostou o Tiago, todos nos rimos e ela sentou-se de novo
- Deixa de ser assim, anti-amor – resmunguei com ela
- Não tenho culpa de ser alérgica a ele
- Agora falando a sério, porque estamos todos reunidos aqui? – questionou o Maxi – têm alguma coisa para anunciar? – olhando para mim e Gaitán
- Só vos queremos dizer que estamos juntos novamente e queríamos celebrar isso com os nossos amigos – respondeu de imediato o Osvaldo
- Tio, não estavam juntos porque a tia Magda estava no poto, era? – perguntou inocentemente o Tomás – ela agora vai viver aqui contigo? Como a mama e o papa? – olhei para o Nico para ver o que ele respondia
- O tio e a tia chatearam-se por uns tempos mas agora já estamos bem
- Mas vocês estavam separados? – perguntou a Magali
- Sim, não reparaste no mau humor do Osvaldo nos últimos tempos? – respondeu o Salvio
- Estamos muito engraçadinhos – disse-lhe o Nico
- Anna, tu e o Maxi é que têm algo a anunciar não é verdade? – perguntei olhando para eles e pisquei o olho
- Ai têm? O que é que eu perdi? – perguntou o Licha
- Achamos que três não chegavam, então vem um quarto a caminho – anunciou o Maxi
            Começaram todos a felicitar os futuros papás, as perguntas do costume surgiam. Vai ser menina ou menino? De quantas semanas estás? Eu e o Nico aproveitamos a distração para levantar a mesa e servir a sobremesa, assim ninguém precisava de se preocupar.
- Tarte de limão!!!!!! – exclamei quando entrei na cozinha
- Si, a Irene perguntou se gostavas de algum doce em particular e aí está
- ADORO!!! – pousamos a louça na banca e abracei-o – bendita Irene! Depois tenho que lhe agradecer
            Pegamos nas sobremesas, nos pratos e talheres e levamos tudo para a mesa. Havia mousse de chocolate para os mais pequenos, tarte de limão, pudim e bolo de iogurte. Quando todos terminaram, rapidamente arrumamos a loiça, todos ajudaram o que tornou as coisas mais fáceis. Os miúdos ficaram na sala com a Anna a brincar. Voltamos para juntos deles e aproveitei que a Belém estava novamente no canto dela e fui-me meter com ela
- Então Belém, tens treinado as tuas danças?
- Não – voltou a responder friamente, e cruzou os braços mesmo sinal de quem está chateada
- Porquê? Danças tão bem
- Não quero falar contigo – levantou-se do sofá e foi ter com a mãe que estava na outra ponta do sofá a conversar com a Magali - Podemos ir embora? Tenho sono
- De caminho já vamos – respondeu a Anna e ela sentou-se no colo da mãe
- Vamos jogar às escondidas? – perguntou a Carol aos miúdos
- Siiiii – responderam eles em coro
- Eu conto até cinquenta e vocês têm que se esconder aqui na sala, ok? – acenaram que sim
            Ela tapou os olhos junto à parede da televisão enquanto os gémeos e o Valu se escondiam com ajuda dos rapazes mais velhos. O Tomás escondeu-se atrás da cortina, o Tiago de um movelzinho que tinha no canto e o Valu deitou-se no sofá tapado com uma manta e os grandes sentaram-se à frente para tapar. Os gémeos rapidamente foram descobertos porque só se riam e mexiam, o filho do Salvio demorou um pouco mais porque Salvio, Nico e Licha conseguiram disfarçar bem e só ao final de algum tempo é que começaram a rir e a minha amiga descobriu o pequenote. Depois de mais um jogo, as crianças estavam exaustas e os papas decidiram ir embora. Ocorreram as despedidas normais, excepto a minha com a Belém que nem se aproximou e quando tentei fugiu logo.
- Anna? – chamei-a quando ia a sair, ela olhou para trás – achas que amanhã dava para os ir buscar ao colégio?
- Si, claro! Só preciso de avisar no colégio quando os for levar que és tu que os vais buscar, preciso é que me envies o número de identificação
- Depois mando-te por mensagem
- ok ok mas é por alguma razão especial que queres ir lá?
- É que achei a Belém um pouco estranha comigo e queria entender o porquê
- Se quiseres posso ir buscar os rapazes e ficas à vontade com ela
- Não é preciso, o Nico vai comigo e distrai os gémeos
- Está bem. Eles saem às quatro horas
- Ok. Obrigada
- De nada. Depois envia-me o número
- Está bem - cumprimentamo-nos novamente e ela foi embora

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(Carolina)

            Enquanto a Magda e o Osvaldo foram levar os outros convidados à porta, eu e o Licha ficamos na sala a dar um jeito nas coisas que as crianças desarrumaram. Ele estava encostado ao sofá, aproximei-me dele, coloquei as mãos no peito dele, olhei-o nos olhos
- Hoje podemos dormir só de conchinha? – ele colocou as mãos à volta da minha cintura, deu-me um kiss na testa
- Claro que sim
- É por isso que gosto de ti – abracei-o e ficamos assim durante um bocado até o casal amigo regressar
- Que linda foto que este momento dava – comentou a Magda
- E porque não tiraste? – perguntei-lhe
- No cellphone
- Onde andam eles quando precisamos?
- A dormir, coisa que nós também devíamos ir fazer
- Parece-me bem mas ainda não sei onde o vou fazer, não é senhor Nicolas?
- Acompanhe-me até à sua suite, senhorita Carolina – respondeu-me ele
- Muito obrigada – puxei o Licha pela mão e fomos atrás do outro argentino
- Este é o vosso, nós ficamos naquele – apontou para a segunda porta ao lado – estão à vontade, façam de conta que estão em casa
- Obrigada pela dica
- Nem inventes, Carolina Maria!!! – resmungou a Magda – e tu não dês asas à maluquice deles – disse ela para o Nico
- Amiga, está descansada e vai dormir em paz – empurrei-a – ahhhh e não façam muito barulho
- Isso digo-te eu!!! - entramos no quarto e a primeira coisa que faço é saltar para a cama
- É confortável – fiquei deitada de barriga para baixo e o Lisandro deitou-se ao meu lado e ficamos a conversar.

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(Magda)

            Entramos no quarto, trocamos de roupa, deitamo-nos e conversamos um pouco.
- Afinal o que se passou há pouco? – perguntou ele
- Quando?
- Antes do jantar
- Ahhh isso – fiz uma pausa – foi a forma como a Belém falou comigo
- Tratou-te mal?
- Não mas respondeu friamente e eu pensei que nos dávamos bem. Não quis comer ao pé de mim para falarmos e depois do jantar, já na sala, fui ter com ela e fugiu. Disse que não queria falar comigo e foi pedir à mãe para ir embora
- A sério? Amanhã vou perguntar ao Maxi se se passa alguma coisa
- Não precisas, tive uma ideia melhor
- O quê?
- Pedi à Anna para amanhã irmos buscar os miúdos ao colégio – pus a mão na cabeça – por falar nisso manda-lhe o número do meu BI por mensagem, por favor – ele pegou no telemóvel e mandou o número que lhe indiquei
- Sabes que amanhã se for convocado tenho que estar às 18h no estádio, não sabes?
- Si, eu sei. Eles saem às quatro, dá tempo para os ir buscar para comer um gelado, levá-los a casa e depois ires para o estádio
- Eu posso deixar-te em casa
- Tenho carro, polito – deitei a cabeça sobre o peito dele
- Já me esquecia desse pormenor – abraçou-me e deu-me um beijo na testa
- Amanhã podia levar-te ao treino e depois ia dar uma volta até saíres
- Tenho uma ideia melhor
- Chuta
- Vais comigo ao treino
- Mas eu posso assistir?
- No pero podes esperar lá por mim e assim conheces aquilo
- Me gusta porque sempre tive curiosidade de conhecer o Seixal
- Juntas o útil ao agradável
- E não há problema de andar lá sozinha?
- No
- Que fixe – continuamos a conversar até adormecermos

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(Carolina)

- Sabes o que me apetecia fazer agora? – perguntei eu ao Licha vendo que já eram duas da manhã
- Dormir que amanhã trabalhas cedo e eu tenho treino?
- Nop! Apetece-me ir dar um mergulho à piscina
- Estás maluca? A esta hora?
- Si e podias vir comigo – dei-lhe um beijo na bochecha
- Tu és doida e deixas-me doido – levantou-se, esticou a mão – vamos? - dei-lhe a mão para me levantar
- Vamos mas não podemos fazer barulho, os outros dois devem estar a dormir – saímos do quarto em pezinhos de lã, descemos as escadas e fomos para o jardim.
            Quando chegamos à beira da piscina, tiramos a roupa, ficamos só em roupa interior e saltei logo para a piscina. O Lisandro hesitou um pouco
- Estás com medo?
- Não devia fazer isto mas que se lixe – mergulhou, veio ao de cima, agarrou-me pela cintura, encostou-me à parede e beijou-me ao qual retribui
            Passamos o tempo a brincar um com o outro, a dar saltos para a piscina, a picar um com o outro e trocamos alguns beijos até que de repente levamos com um balde de água.
- Ó tona, já estamos molhados – disse a minha amiga enquanto ambos nos riamos
- Não quero saber, respeitem quem quer descansar!!!!
            Depois do raspanete da Magda, saímos da piscina, secamo-nos às nossas roupas para não molhar nada dentro de casa pois não levamos toalhas, fomos para o quarto, e vestimos os pijamas
- Acho que abusamos um bocadinho – comentou ele
- Nunca pensei que estaríamos a fazer tanto barulho
- É de noite, não há mais nada aqui à volta a fazer barulho, ouve-se tudo melhor
- Pois amanhã falamos com eles, agora vamos dormir que daqui a menos três horas temos que acordar – dei-lhe um beijo na bochecha, virei-lhe costas, agarrou-se a mim e adormecemos de conchinha.

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