Carolina chegou a casa foi tomar um
banho rápido, pois a sua mãe já estava a terminar de fazer o jantar. Quando acabou,
foi logo para a mesa que já lá estavam todos (mãe, avó, irmã e irmão) à sua
espera para comerem. Enquanto comia pensava como iria abordar o assunto, até
que tomou coragem e disse:
- Arranjei emprego!
Olharam todos para ela, espantados
com aquela notícia repentina e a sua irmã perguntou:
- Onde? Como
conseguiste?
- No continente, o
tio Belmiro não desilude. Olha mandei o currículo e eles chamaram-me
- Boa. E quando
começas?
- Segunda mas… - o
seu irmão não a deixou acabar e perguntou logo
- Em qual vais
trabalhar para irmos lá dar trabalho – todos se riram
- Acho que não vão
querer ir lá fazer as compras para a casa
- Então porquê?
- Vão a Lisboa fazer
as compras? – Fez-se um silêncio constrangedor e
sua mãe pergunta
- Lisboa? Tas a gozar
com a nossa cara, certo?
- Não, ontem
ligaram-me a perguntar se estava interessada nesta oportunidade e eu não pensei
duas vezes e disse que sim.
Voltou a fazer-se silêncio até que a
sua avó diz – Ao menos arranjaste
emprego e é isso que interessa! Se precisares de dinheiro para ir diz que eu
ajudo de boa vontade.
A Carol agradeceu a sua avó pelas
palavras e explicou à família onde iria ficar, quando ia, como iria fazer com a
sua vida a partir daquele momento. Lembrou-se que teria que ligar ao seu chefe
dos escuteiros para o informar das decisões que tinha tomado e que isso a iriam
afastar um pouco, mas não definitivamente porque ela iria todos, ou quase todos,
os fim-de-semanas a casa e ele foi totalmente compreensivo, como sempre, e
disse que se ela precisasse de alguma coisa já sabia que podia contar com ele.
Quando terminou a chamada, levantou-se
do sofá e começou a ver o que poderia levar consigo já naquele fim-de-semana
para no dia a seguir acabar de arrumar para sábado seguir viagem. Escolheu
roupa, alguns objetos de recordação que para ela significavam muito e também
decidiu que ia levar consigo o seu coelho de estimação (Happy Meal) iria ser a
companhia dela nos próximos tempos.
Sábado pelas 6h da manhã, Carolina
pegou nas coisas meteu-as no carro e seguiu viagem com a sua irmã e a sua amiga
Magda que lhe iriam fazer companhia durante o fim-de-semana para a ajudarem com
as mudanças. Tudo passou a correr, já estava na altura da companhia da Carol
voltar para o Porto e ela foi dormir, pois no dia a seguir teria que acordar
cedo para ir trabalhar, mas não foi uma noite muito calma. Acordou imensas
vezes e quando finalmente dormia profundamente o seu despertador tocou.
Ela levantou-se tomou um banho rápido,
arranjou-se, deu de comer ao seu “filhote” e começou a comer o pequeno-almoço. Antes
de sair de casa foi até ao pé do coelho e disse:
- Deseja-me sorte
Happy Meal – fez-se silêncio e voltou a dizer – obrigado meu bebé. – Fez-lhe uma festa
virou costas e saiu de casa.
Quando chegou ao seu local de
trabalho, os seus novos colegas ficaram a olhar para ela com aquela cara de
quem diz “mas quem é esta tipa? O que faz ela aqui?”. Sentiu-se um pouco
constrangida, mas segundos depois o seu gerente chamou-a ao gabinete para
assinarem o contrato, lhe explicar o que ela ia fazer e apresentar as
instalações. Carolina iria ser operadora de caixa, mas nos primeiros tempos
estaria em formação com um dos seus colegas e ia ajudar no que fosse preciso
até estar apta para estar sozinha na caixa.
Ela e o gerente estavam junto a uma
das caixas, e o seu gerente grita:
- Pedro?
– Aproxima-se um rapaz mais alto que ela uns dez centímetros, moreno e olhos
verdes, nada feio muito pelo contrário tinha tudo no sítio e diz:
- Que precisa Sr.
Pereira?
- Quero-te apresentar
a Carolina a nova funcionária, como te falei na sexta –
pensei que íamos trocar um passou-bem no momento que ia esticar a mão ele
aproxima-se e dá-me dois beijinhos na cara e eu senti logo a corar.
- Sim, lembro-me de
ter dito mas não me disse o nome dela
- Carolina,
apresento-te o Pedro ele vai ser o teu formador, vai-te ensinar tudo o que
precisas. Menino Pedro, nada de se meter com a menina
– dito isto eu dei uma gargalhada e o Sr. Pereira disse – Não se ria porque ele mete-se logo com todas as meninas mas até é um
bom rapaz.
- Oh Sr. Pereira, não
manche já a minha imagem perante a menina Carolina
- Estou a brincar
contigo, rapaz! Bem, vou vos deixar trabalhar que há muito para fazer. Bom
trabalho.
Quando o gerente saiu da nossa beira
o ambiente ficou um bocado constrangedor sem nenhum de nós saber o que dizer ou
fazer, até que eu tomei coragem e disse:
- Então por onde
vamos começar? O que tem para me ensinar?
Ele sorriu e disse
– Primeiro trata-me
por tu e agora anda cá para eu te ensinar a mexer na máquina.
Eu aproximei-me dele e começamos a
trabalhar.
Como terá corrido o resto do dia
da Carol?
Será que ela e o Pedro se deram
bem?

Oláaa
ResponderEliminarEspero que o dia da Carolina tenha corrido bem e que se dei-a bem com o Pedro *_*
Mais , Mais :)
Beijinhos
Catarina