terça-feira, 12 de abril de 2016

38º Capitulo - Seja o que ele quiser

(Magda)

            Passei alguns minutos a pensar no que fazer e acho que cheguei a uma conclusão. Peguei no telemóvel e mandei uma mensagem à Carol pois ela deve estar a trabalhar.

Para: Carolina
- Ei, dá-me o número do Licha e não faças perguntas depois explico-te :p

            Como era de esperar ela demorou um bom bocado a responder.

De: Carolina
- Logo quero saber tudo! 91*******

            Copiei o número e liguei imediatamente. Expliquei-lhe qual era a minha ideia e ele prontamente decidiu ajudar, até perguntou se podia fazer mais alguma coisa mas disse-lhe que para já não só rezar que tudo corresse na perfeição. Depois de desligar preparei uma pequena mala com roupa para levar para Lisboa. Quando finalmente me sentei no sofá para descansar desta correria toda é que caí em mim.
- Ó Magda, preparaste tudo, combinaste as coisas mas nem sequer falaste com os teus pais, és mesmo inteligente – disse eu em voz alta feita maluca. Como vou dizer aos meus pais que quero ir uma semana para Lisboa assim do dia para a noite? Eles vão-me matar e se calhar nem sequer vão deixar! Mas também agora não vale a pena sofrer por antecipação, quando vierem almoçar eu falo com eles e logo se vê.
Liguei a televisão para me distrair um pouco e assim o tempo passou a voar. Quando olhei para as horas, estava o meu pai a entrar em casa e eu ainda sem o almoço pronto.
- Ainda no sofá? – resmungou ele
- O almoço está na cozinha
- Que rica filhinha, preparou o almoço ao pai
- Só tens que o fazer – pisquei-lhe o olho em tom de brincadeira
- Estás a gozar Magda? – levantei-me logo do sofá para não se chatear e fui preparar o almoço.
            A minha sorte é que era para fazer coisas rápidas, senão estava lixada. Fiz tudo num instante e entretanto a minha mãe também tinha chegado a casa. Servi o almoço, comemos e pouco antes de terminar.
- Tenho um pedido a fazer?
- Diz – disse a minha mãe
- Sabem que estou na semana da queima, semana de férias então gostaria de saber se me deixam ir passar esta semana a Lisboa com a Carol – olhei para eles – posso?
- E quando ias?
- Amanhã de manhã
- Já?
- Aproveitar a semana – pisquei o olho
- Não sei se é boa ideia
- Ó vá lá, em vez de gastar dinheiro na queima, em bebedeiras e afins, gasto em férias decentes, com a minha amiga. Sabem que é complicado ela vir cá e quando vem estamos pouco tempo juntas.
- Pronto vai lá para Lisboa – disse o meu pai
- Podes ir mas trás pasteis de Belém – respondeu a minha mãe
- Depois queixaste que estás gorda
- Vá, não abuses senão ficas em casa
- Pronto pronto, não digo mais nada – levantei-me para ir para a sala
- Ó menina, tens a loucinha para arrumar que nós vamos trabalhar
- Deixa assim que mais daqui a pouco venho arrumar – fui para a sala
            Durante a tarde lá dei um jeito à cozinha, vi umas séries, estive na internet e ao final do dia a minha amiga ligou
- Estou?
- Já me podes dizer porque querias o número do outro?
- Estás curiosa
- Pois estou conta lá
- Tomei uma decisão e precisava da ajuda dele
- Sobre?
- O teu amigo Osvaldo
- Vais voltar para aquele palhaço?
- Pára de ser assim com ele
- Já sabes que adoro pegar com ele
- Começo a ficar preocupada
- Não precisas amiga! Mas conta lá o que vais fazer
- Recebes-me em tua casa por uma semana?
- Óbvio que sim, quando vens?
- Amanhã de manhã estou aí
- O quê? – gritou ela
- Olha os meus ouvidos!
- Desculpa
- O teu amiguinho vai-me ajudar a preparar uma cena para o Nico
- Tens a certeza do que vais fazer? É isso mesmo que queres?
- Sim, tenho a certeza absoluta!
- Então tens o meu apoio mas se for preciso dar-lhe uns bons tabefes diz – soltei uma gargalhada
- Não será preciso mas fica a dica
- Tens é que me contar o que te fez mudar de ideias assim do nada
- Se tu soubesses
- Podes começar a contar
- Naaaaa vais ter que esperar até chegar aí
- Com sorte só estou contigo na quarta
- Ei tenho intenções de ir dormir a tua casa amanhã
- Si si si, então se fizerem as pazes, vais mesmo dormir
- Que estás a querer insinuar Carolina Maria?
- Nada nada
- Espero bem que não seja nada, sabes que não sou assim
- I know, estou a gozar contigo
- Acho bem
- Olha, provavelmente, quando chegares estarei a trabalhar por isso, depois passa no Colombo
- Depois eu ligo-te ou mando mensagem
- Está bem! Avisa quando saíres daí e quando chegares cá também
- Sim, mãezinha
- O trauma nunca mais passa
- Estou a ver que sim! E sobre o outro tipo, novidades?
- Quem? O Afonso?
- Sim esse
- Eu ontem seguiu-o no insta e ele seguiu de volta
- Não lhe mandaste nada?
- Não
- E ele não disse nada?
- Até à hora de almoço não tinha nada
- Quando lá fores vais ter mensagem dele aposto
- Não vou nada, deixa-o estar sossegado
- Ele quer a vossa foto
- Bem que espera sentado
- Coitado
- Quis armar-se em engraçadinho agora lixa-se
- Carol um, Afonso zero
- I win
- Quase
- Olha vou masé fazer o jantar que não tenho quem me o faça
- O que vais fazer?
- Sopa e legumes salteados com atum
- Que saudável
- Tem que ser, manter a linha
- Fazes bem. Até logo
- Hasta – desliguei e fui ter com a minha mãe à cozinha para ver se precisava de ajuda

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(Nico)

            Hoje que podia dormir um pouco mais pois estamos de folga, tive de me levantar cedo porque o Licha quer que vá  com ele ao Cristo Rei agora de manhã e depois ir almoçar a qualquer lado, provavelmente vamos ao Parque das Nações, como sempre. Ainda tentei que fossemos de tarde ao Cristo mas não, “tem de ser de manhã, de tarde não dava”, dizia ele. São 10h30 e ele já está lá fora a apitar para eu sair, peguei no casaco, telemóvel e na carteira e saí.
- Buenos dias – saudou-me todo alegre
- Buenos dias
- Pronto para o nosso passeio matinal? – arrancou com o carro
- Ainda me vais explicar porque teve que ser a esta hora
- Assim não está lá tanta gente, aquilo ao final da manhã está sempre cheio e depois não param de pedir fotos e autógrafos
- Não tinha pensado nisso, boa Lichi – Afinal o rapaz tinha razão,  continuamos o caminho a conversar
            Quando chegamos ao recinto, ele parou o carro junto à escadaria e disse
- Sai aqui e vai indo, que vou só estacionar ali na sombra e já vou ter contigo
- Posso ir contigo
- Não é preciso, eu ainda sei estacionar sozinho
- ok ok – achei aquilo um pouco estranho mas saí e fui indo para a parte da frente.
            “Não venho aqui desde que beijei a Magda pela primeira vez” pensei eu para os meus botões. Aproximei-me da vedação para ver melhor a paisagem e encostei-me lá, olhando para o rio Tejo. É realmente uma paisagem muito linda! Estava distraído nos meus pensamentos quando alguém me tocou no ombro, olhei para trás
- Estava a ver que… que fazes aqui?

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(Magda)

            Cheguei ao recinto do Cristo Rei passava pouco das dez e meia, sentei-me nas escadinhas em frente ao senhor à espera que o Osvaldo chegasse e aproveitei para postar uma foto no instagram


Seja o que ele quiser #CristoRei #Lisboa”

Passado um pouco de espera, vi-o passar e a dirigir-se para a vedação. Fiquei a observar e a ganhar coragem para me aproximar, enchi os pulmões de ar e expulsei tudo de uma vez. Levantei-me, fui ter com ele e quando cheguei perto toquei-lhe no ombro
- Estava a ver que…que fazes aqui? – perguntou ele boquiaberto
- Olá – respondi sorrindo e ele retribuiu o sorriso de imediato
- Hola – abanou a cabeça – não sabia que estavas cá
- Cheguei agora
- Ahh o Lisandro deve estar a chegar
- Ele não vem
- Ahh??
- Ele só te veio cá deixar
- O quê? Tu combinaste isto com ele?
- Si si pero chega de perguntas antes que eu perca a coragem e esqueça o que tenho para te dizer – fiz uma pausa e vi na cara dele que não estava a perceber o que se estava a passar – isto parece muito estranho mas não podia deixar passar mais tempo, tinha que resolver isto de uma vez! Eu só te quero dizer que – respirei fundo – tenho saudades tuas, tenho saudades nossas, saudades de estar contigo, dos nossos passeios, das nossas brincadeiras, de ficar horas a falar contigo, das sessões de cinema – ele sorria enquanto eu falava – de ver esse sorriso bobo mas que me deixa derretida, saudades de simplesmente ficar a admirar-te, ver a alegria no teu rosto, de sentir o calor do teu abraço, de sentir a tua respiração acelerada junto ao meu ouvido, de sentir cada músculo meu tremer cada que nos beijávamos. Tenho saudades do que eramos e quero isso de volta, entendes? – olhei para ele que continuava a sorrir feito parvo, pegou na minha mão e com a outra colocou o meu cabelo atrás da orelha, puxou-me para junto dele, colocando o braço esquerdo à volta da minha cintura
- Entendo perfeitamente e fico feliz de saber que queres o mesmo que eu – encostou os lábios dele aos meus e parecia que me tinham tirado o mundo de cima naquele momento. Sorri, coloquei as mãos na cara dele e beijei-o, um beijo de reconciliação, de saudade, de paixão, de conforto, de carinho, de amor. Até senti a minha perninha levantar como nos contos de fada – estava ver que nunca mais ia ter isto de volta
- Que exagerado
- Sabes bem que eu fiz asneira, não agi da melhor forma e por uma besteira pus tudo em causa
- Nisso tens razão, mas o que interessa é que tentaste remediar a tempo e espero que não volte acontecer
- Não vai, prometo – deu-me um beijo na testa – que vamos fazer agora?
- Agora vamos subir, vamos apreciar a paisagem e depois vamos almoçar
- Estou a ver que tens tudo planeado – sorri, demos as mãos e fomos comprar os bilhetes.
            Depois de fazer a subida, aproveitado para ver aquela vista magnifica sobre Lisboa e conversado um bocadinho, decidimos ir almoçar pois a nossa barriga já estava a pedir e também já era uma da tarde.
- Como vamos sair daqui? – perguntou ele
- Tenho carro
- Conduzo eu
- Nem penses, o carro é meu e eu é que sei onde vamos
- Ok mas tem cuidado, não me posso lesionar
- Até parece que não sei conduzir
- Não disse isso mas já sabemos como é uma mulher a conduzir
- Vais já a pé!
- Estou a brincar, chinita – agarrou-se a mim e deu-me um beijo na bochecha
            Fomos para o carro, durante a viagem ele ia implicando com a minha condução. Estava sempre a dizer: “dá o pisca”, “reduz a velocidade na curva”, “tens que ter cuidado, eles têm prioridade”, e isto começou a deixar-me irritada.
- Podes andar bocadinho mais depressa? – disse ele quando estávamos a passar a ponte.
            Como já estava farta de o ouvir reclamar, dei os quatro piscas, parei o carro e respondi
- Se estás com tantos problemas, sai – os carros começaram todos a buzinar – passa por cima!!
- Tu estás maluca? Não podes parar aqui!
- Ei, estou com os quatro piscas, por isso... É como se fosse uma avaria
- Arranca lá com isso
- Estou à espera que saias, vai ter comigo a Belém
- A sério Magda?
- Então pára de criticar a minha condução
- Só tenho estado a pegar contigo mas pronto vou o resto da viagem calado
- Acho bem – quando pude arranquei com o carro e seguimos viagem – uma pergunta, tu gostas e costumas comer pão-de-ló?- ouve silêncio no carro- Pronto polito agora já podes falar.
- Ahh sendo assim..  Si, gosto muito. Porque?
- Maldito sejas André – resmunguei baixinho – apenas curiosidade minha - continuamos a viagem a conversar, mas com música de fundo.
            Deixamos o carro no parque de Alcântara e fomos almoçar ao restaurante “Las Brasitas”, conhecido pelos pratos típicos argentinos. Não sabia da sua existência mas o Lisandro indicou-me, disse que costumam vir aqui várias vezes e achei que fosse uma excelente ideia.
- Magda, como sabias que eu ia estar no Cristo Rei? – perguntou-me enquanto esperávamos pela comida
- Tenho um dedinho que adivinha – ri-me
- Como se eu acreditasse nisso, diz lá
- Estou a brincar contigo. O teu amiguinho ajudou-me
- Foi ele que te disse?
- No, eu é que ontem lhe liguei, contei as minha intenções e ele quis ajudar
- Quais intenções?
- De fazer as pazes contigo, tonto. Então disse-lhe para te convencer a irem lá para eu falar contigo
- E porquê ali?
- Porque achei que era um local especial para nós, foi onde nos beijamos a primeira vez
- Lembrei-me disso quando saí do carro
- Vês? Estamos em sintonia – fiz uma careta
- E quando vais para o Porto? Logo à noite?
- Só no domingo – sorri e ele retribuiu
- Gosto de saber isso. Vais ficar em minha casa? – soltei uma gargalhada
- Noo, vou ficar na casa da Carol
- Oh pelo menos hoje podes ficar em minha casa?
- Acho que sim, depois tenho que lhe ligar a avisar
- Está bem. Olha conheço umas certas criaturas que vão adorar ver-te – o empregado trouxe o nosso pedido
- Quem?
- Os gémeos
- Eles ainda se lembram da minha existência?
- Si, e noutro dia perguntaram por ti
- O que disseste?
- Que estavas com muito trabalho e não dava para vires cá
- Obrigada.
- De nada. Amanhã podias marcar jantar com todos, que dizes?
- Não pode ser na quinta? É que queria estar com a minha amiga
- Ela também está convidada
- Ohhh mas não é a mesma coisa
- Si yo sé. Então vou marcar para quinta
- Está bem – continuamos a conversar durante o almoço.
            Quando terminamos de comer, fui pagar e depois fomos dar uma caminhada até Belém. Passamos pelo Palácio de Belém, Padrão dos Descobrimentos até chegar à Torre de Belém. Ficamos um pouco por ali a ver a paisagem e a tirar fotos.
- Posso fazer uma pergunta? – interrogou-me quando voltávamos para trás
- Já estás a fazer
- Outra pergunta
- Claro que podes – atravessamos para o lado do mosteiro dos Jerónimos
- O que te fez mudar de ideias?
- Se te contasse a verdade não acreditavas
- Agora quero saber
- Não vale gozares comigo ok?
- Ok – contei-lhe sobre o sonho que tive com o “passeio” do André
- E pronto quando acordei fiquei a pensar no assunto, no porquê do meu subconsciente se ter lembrado disto. E conclui que era isto que eu queria, estar novamente contigo, que este era o momento ideal para o fazer – ele riu-se – não te rias, não tem piada
- Desculpa mas tem um bocadinho, tens que admitir
- Tens razão – rimo-nos – mas também não queria que jogasses mais vezes mal por minha causa – fiz-lhe uma careta
- Que piadinha – começou-me a fazer cócegas
- Pára, pára! – olhei para o lado e vi a loja dos pastéis de belém – espera aqui um bocado que já venho – ele não percebeu nada mas acatou o meu pedido. Fui num pé e voltei noutro.
- Onde foste?
- Tratar de uma coisa
- O quê?
- Não sejas cusco
- Tantos segredinhos
- A seu tempo saberás – continuamos a caminhar, depois de passar o palácio de Belém atravessamos a rua para junto do rio, para irmos pela marginal. Lá havia menos gente e dava mais jeito fazer o que eu queria – Nico?
- Si chinita – parei
- Eu nunca tive muito jeito para estas coisas nem sem bem por onde começar
- Pelo inicio deve ajudar, no?
- Pois pelo início – respirei fundo - podia ter escolhido milhões de sítios, milhões de maneiras mas quando pensei nisto o primeiro local que me veio em mente foi aqui mesmo, com esta vista. Sabes porquê? – acenou que não – porque o nosso primeiro passeio foi aqui, perguntei-te se estavas feliz  e tu disseste que sim pois estavas em boa companhia! Creio que foi aí que se deu o click! O click que sentia algo mais por ti que uma simples amizade, que tu eras especial, que queria que o momento se prolongasse por muito tempo, que a felicidade não terminasse – fiz uma pausa – sei que sou complicada, não sou de exprimir os meus sentimentos, tenho os meus defeitos e tenho os meus momentos difíceis, apesar disto tudo gosto muito de ti e quero ficar contigo
- Eu também gosto …
- Deixa-me terminar! – engoli a seco, fechei os olhos e disse muito rápido – Nico, eu amo-te! – não tive tempo de recuperar o fôlego, senti de imediato os lábios dele nos meus. Foi o beijo mais intenso, mais apaixonado, mais feliz, mais caloroso, foi como se fosse o primeiro. Cada bocadinho do meu corpo tremia, estava toda arrepiada! Só consegui agarrá-lo pela cintura e aproveitar o momento.
- Amo-te chinita – deu-me um beijo na testa e abracei-o
- Tenho uma coisa para ti – tirei da saca dois pastéis de belém - da outra vez foste tu, agora é a minha vez – olhei para ele – Osvaldo Fabián Nicolas Gaitán, queres namorar comigo? – soltou uma pequena gargalhada, deu-me um beijo
- Claro que si princesa – pegou na nata e deu uma trinca
- Não comas toda, vamos tirar uma foto - tirei a foto e postei no insta


“ele quis assim <3”

- Já posso comer?
- Si, gordito – comi a minha nata também e seguimos para o carro
- E agora onde vamos? – olhei para o relógio e já passavam das cinco e meia.
- Agora não tenho nada pensado
- Então vamos para minha casa, senão nunca mais chegamos pois há sempre muito trânsito a esta hora
- Ok – tirei a chave da carteira – pega, conduzes tu
- Tens a certeza?
- Sim, antes que volte a parar o carro na ponte e te mande mesmo sair do carro – fiz-lhe uma careta – e além do mais tu sabes o caminho mais rápido
- Gracias – entramos no carro e seguimos para casa dele.
            Durante a viagem liguei à Carolina para lhe avisar que não ia dormir em casa dela, que estava à vontade para convidar o Licha para ir lá. Ela ainda pediu pormenores do dia mas disse-lhe que amanhã falávamos.